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Escrito por: Mayumi setembro 01, 2014


Shelley e a mãe foram maltratadas a vida inteira. Elas têm consciência disso, mas não sabem reagir — são como ratos, estão sempre entocadas e coagidas. Shelley, vítima de um longo período de bullying que culminou em um violento atentado, não frequenta a escola. Esteve perto da morte, e as cicatrizes em seu rosto a lembram disso. Ainda se refazendo do ataque e se recuperando do humilhante divórcio dos pais, ela e a mãe vivem refugiadas em um chalé afastado da cidade. Confiantes de que o pesadelo acabou elas enfim se sentem confortáveis, entre livros, instrumentos musicais e canecas de chocolate quente junto à lareira. Mas, na noite em que Shelley completa dezesseis anos, um estranho invade a tranquilidade das duas e um sentimento é despertado na menina. Os acontecimentos que se seguem instauram o caos em tudo o que pensam e sentem em relação a elas mesmas e ao mundo que sempre as castigou. Até mesmo os ratos têm um limite



Livro: Ratos
Editora: Intrínseca
Autor: Gordon Reece                                                              
Páginas:240
Classificação: ★★★ (4/5)

Resenha:

Comprei o livro Ratos por apenas $5,00 reais na estande da editora Intrínseca, uma das melhores compras que fiz durante a bienal deste ano.

O livro é uma história de suspense que nos deixa aflitos desde o inicio. Trata-se sobre  uma mãe e sua filha, duas mulheres frágeis que durante toda a sua vida sofreram por consequência desta fraqueza.  A mãe, Elizabeth, fora trocada pela secretária de seu marido com quem fora casada durante dezoito anos. Ela era uma advogada que havia largado seu emprego durante anos para cuidar da casa e criar sua filha, o que significava que estava desatualizada sobre o mercado de trabalho e agora precisa sustentar as duas e reconstruir sua vida. Shelley é uma garota de quinze anos muito tranquila, ela não vai á festas, não tem muitos amigos, se veste de forma comum e não faz nada de errado. As duas são mulheres frágeis e submissas, do tipo que nunca respondem, nunca reagem e aceitam qualquer coisa, qualquer tipo de tratamento. Shelley as considera ratos, criaturas que se escondem e não são nada mais do que presas.
Shelley foi vítima de bullyng por suas três melhores amigas, amigas das quais era inseparável desde os nove anos. Amigas que por meses a perseguiram, maltrataram e agrediram, verbal e fisicamente. Um bullyng que marcou Shelley para sempre, pois atearam fogo em seu cabelo e deixaram queimaduras em seu rosto. Mesmo depois de tudo issso as três saíram impunes e Shelley passou a estudar em casa. Ela e sua mãe saíram da casa onde sempre moraram e se mudaram para um pequeno chalé. Um Chalé a meia hora da cidade, sem vizinhos por perto, cercado apenas por hectares de terra, uma casa antiga, porém conversada e com personalidade,  cercada por plantas, árvores e flores, um local perfeito para recomeçar.
Mas algo irá acontecer, algo pelo qual terão de lutar, algo que irá mudar a realidade e a percepção das duas, algo que irá fazer os ratos saírem de suas tocas e lutarem pela sobrevivência com seus predadores.

Crítica:

Ratos é um livro que trata de diversos assuntos que fazem parte da realidade humana. Fala sobre bullyng, sobre fragilidade e trata a fundo sobre experiências traumáticas. Sobre acontecimentos que podem levar as pessoas ao extremo, os lados mais obscuros do ser humano e o instinto de sobrevivência.
Ao começar esta leitura você se sente um frio na espinha, se sente aflito a cada capitulo e assiste ao desenrolar dos acontecimentos  entendendo cada atitude, sentimento e reação das personagens.
O livro me lembra um pouco a série de tv Bates Motel, pois a personagem principal é tão apegada e dependente de sua mãe quando  o Norman Bates é apegado a Nora na série. Ela atende as ordens da mãe como um robô, além de ser muito infantil. 


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